Procurando alguns assuntos sobre gerenciamento do tempo, encontrei uma pesquisa bastante interessante que relaciona o corpo, o sono e Biohacking, que é o estudo da sua fisiologia aliada ao gerenciamento do tempo e qualidade de vida.

Inclusive falo em mais detalhes disso dentro do curso PRODIG – Produtividade Digital em detalhes para os membros, seja membro clicando aqui.

Um estudo publicado (disponibilizado aqui) na edição de setembro de 2011 da revista científica Sleep mostra que a insônia, nos Estados Unidos, causa uma perda de produtividade anual estimada em US$ 63,2 bilhões (pouco mais de R$ 106 bilhões).

Isso ocorre porque a falta de sono custa a cada trabalhador norte-americano uma média de 11,3 dias de trabalho por ano. O problema surge não porque os funcionários deixam de ir ao emprego, como explica Ronald Kessler, líder do estudo e epidemiologista psiquiátrico do Departamento de Políticas de Saúde de Harvard, ao Correio. “As pessoas com insônia crônica não ficam em casa para repor o sono. Em vez disso, vão para o trabalho, mas executam mal suas tarefas, agravando os efeitos de sua condição no ambiente profissional”, descreve.

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A pesquisa foi feita com 7.428 trabalhadores, que participam do Estudo de Insônia Norte-Americano. Os participantes foram questionados sobre hábitos de sono e performance no trabalho. “Concluímos que 23% dessas pessoas têm insônia e que quem sofre desse problema é menos produtivo quando está no emprego, situação que chamamos de presenteísmo”, descreve Donna Arand, coautora do estudo e diretora clínica do Centro de Doenças do Sono do Kettering Hospital. Quem não dorme à noite ou não tem sono de qualidade não falta mais ao serviço do que quem tem uma rotina de sono normal: apresenta, contudo, produtividade claramente mais baixa, que gera prejuízos de US$ 2,28 mil (cerca de R$ 4 mil) por funcionário.

Arand afirma que a insônia afeta a habilidade de as pessoas pensarem com clareza e se concentrarem, além de reduzir a coordenação motora e dos olhos. “Isso significa que as atividades podem demorar mais para serem feitas ou mais erros podem ocorrer.” Ricardo Martins, pneumologista, professor de medicina da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em medicina do sono do Hospital Universitário de Brasília (HUB), concorda com a pesquisadora. Ele utiliza como exemplo a tragédia da usina nuclear de Chernobyl, “atribuída a falhas humanas decorrentes da privação do sono”.

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